sábado, 19 de março de 2011

Sentimentos

  
  
   Pensar, pensar, pensar... Pessoas nos seus caminhos. Pessoas simples ou seja complexas: pessoas. Ser-Humano. Sentir. Sentimentos. Estes são sempre dfíceis de esconder e quanto mais se reprimem mais aparecem. Como tudo. Sempre tudo ao contrário. Se o mundo estivesse parado diria que as pessoas estariam todas (nem todas) amontoadas numa única parte. Sem espaço, a tropeçar em toda a gente. Sem ar. Encontrões, socos, murros; pernas, braços...
   ou talvez façamos parte apenas de um jogo de alguém descuidado. Alguém que se esquece de alimentar os personagens,dando mais importância a uns. E porquê... talvez apenas pela cor dos cabelos ou pelos bonitos olhos...
   Sempre a suplicar por algo sem obter o desejado. E é por isso que somos felizes: pela nossa infelicidade. Sempre com algo porque lutar. A insatisfação é mágnifica. Algo que deixará o homem sempre feliz sem o sentir. Algo que dá sentido à vida...
   Todas as tentativas falhadas de esconder sentimentos. Sentimentos sem vergonha (uns com tanto e outros com tão pouco). Sentimentos que, ao contrário desse alguém que controla o jogo (ou tenta), aparecem a pessoas magras, gordas, de olhos claros, escuros, de qualquer classe... Pessoas! Simples, ou seja complexas. Pessoas. Pessoas que choram, escondem, máscaras...
   Pessoas que amam, pensam, riem, observam.
   Pessoas que se encontram pela milésima vez e se apercebem de que afinal é apenas a primeira...

sábado, 12 de março de 2011

Um anjo a dormir

   E um anjo dormia. A sua pele era suave como a de um bebé. Era mágnifico. Dormia numa nuvem e brincava com as estrelas. E eu com medo de o acordar, de o despertar daquele sono calmo e profundo, com medo de lhe tirar os sonhos.
   E o anjo continuava a dormir e eu continuava a olhá-lo, a observar a sua beleza encantadora, a beleza de uma criança. Mas este anjo acordou, cresceu. Os sonhos fugiram. E quanto a mim? Eu acordei deste sonho e decidi passar a dormir numa nuvem e a brincar com as estrelas, ficar para sempre com este pequeno anjo.


terça-feira, 8 de março de 2011

Um silêncio ensurdecedor

Chema Madoz
   A cabeça explode, qual vulcão em erupção. O coração bate, o medo vem juntamente com a escura noite. E o silêncio...................................................................................................................................................... Dura.......................................................................................................................Dura o tempo que eu quiser até ser interrompido por sonoras gargalhadas. Para quê identificá-las. Não são importantes. São apenas a chave de mais um enigma entre tantos.
   Que estranho é... Como muda tudo assim e continua igual!