quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Algo (estranhamente) existente

   Que alegria a confusão! Seres, uma multidão para quando (não) bastavam apenas alguns. Por vezes aparecem, outras nem por isso, nos seus próprios casulos (colectivos?), olhando e admirando o desconhecido, abraçando-o. Sem medo de seguir as migalhas deixadas por outros, olhando em redor, procurando abrigo em alguém. Biquinhos dos pés, sem barulho algum, tentando fazer-se ouvir mais alto (conseguindo). O olhar de um patamar superior, cuidando os ovos que se encontram no chão não vá pisar algum. Pé ante pé passa o animalzinho, distraído com a sua próxima vítima, aquela que lhe é mais próxima.
   E ruas, e becos, entrar e sair, subir e descer, numa agitação nunca antes vista (sempre)

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